Conversa, futebol, cinema, música, viagens, banda desenhada, culinária e as coisas estranhas que acontecem na minha vida.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

In search of the cultural heroes of our time

This one is in English thanks to the fact that this is a shared search.
Together with K, we intend to discover who are the cultural heroes of our time. It is not an easy task. It may be done through comparision, it may be done by applying a definition, it may something completely different.
Where do we start?
I will start the simple way. What is a hero?
So I go to a diccionary (Portuguese, because I allow cultural difference to interfere in my search). From the Priberam online dictionary (translated by me, from Portuguese):

Hero
From Latin, herva < Greek, héros,
hero s. m., extraordinary man due to his battling qualities, triunfs, value or "magnimousity" (does this exist in English?)
Literature, protagonist or main character of a literary work; the most exalted character of an epic poem;
History, name that the Greek gave to divinized men;
Depriciative, man noticeable by his misadventures, that has involved himself in adventures and scandals.

So I already have a problem. This definition only allows for men. I think this is crap. So I will allow for women. I will also ignore the literary and historic approaches, because I am looking for conteporary "real" people. I am also giving some concern to the post-modernist effect of putting everything into perspective and considering that there are no absolute goods or bads. There is a Good or a Bad and even though we might not agree with it. I think that there are some common points that shoud be shared by all. I mean, would anyone here kill someone? Would anyone here steal someone who really needed something? Would you harm anyone who hasn't done anything to you before, just for sport? Would you appreciate doing something socially unacceptable only because it would enhance your appeal? Well, I hope not, or else you are not welcome and can leave. So I do believe that there are some basic values that might be considered absolutely good or bad. Therefore, I am disconsidering the depreciative definition and someone who has involved himself in scandals, will not be considered a hero just because of that. It does not contribute to anything Good. But our quest is not only looking for a hero, I am looking for a cultural heroe. Therefore, we need to define culture.

From the same source:
Culture From Latin, cultura s. f., act, efect of cultivating.
From German, kultur s.f., intelectual development, knowledge; industrial usage of certain natural products; study, elegance; care; the body of behaviour patterns, beliefs , institutions and other moral and material values that characterize a society; civilization.

Wow, things get complicated here. For starters, we disregard the latin definition and stick with the German. I am not looking for a farmer hero. "Old MacDonald had a farm" and someone sang his epic poem, but I am not really looking for someone like him. I am looking for "an extraordinary man (or woman, ok, lets use the P.C. "person") that due to his battling qualities, triunfs, value or "magnimousity", contributed to intelectual development, knowledge, industrial usage of certain natural products, study, elegance, care, civilization and the body of behaviour patterns, beliefs, institutions and other moral and material values that characterize a society". Does anyone know where we can find one?

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terça-feira, fevereiro 13, 2007

Bailado... Callas?


Fui ver um bailado (mais um), desta vez ao Teatro Camões, aqui em Lisboa. Este era inspirado na vida da diva Maria Callas. Mais uma criação do coreógrafo Benvindo Fonseca para a sua companhia Lisboa Ballet Contemporâneo. Nela, tenta-se recrear a vida para além da voz da cantora, isto é, tudo o que a rodeia, os seus estímulos, as suas preocupações e as suas alegrias.
Quanto a mim, pareceu-me um bom esforço, apesar de algumas das sequências quanto a mim, poderem estar tanto ali como em qualquer outro bailado subordinado a qualquer outro tema. Claro que o autor pode ter tido uma intenção qualquer com aquilo, mas eu não a percebi. Benvindo, se estás a ler isto, não ligues, eu não percebo nada do assunto. Gostei IMENSO da cenografia. Isso sim. E o pormenor de haver acompanhamento musical ao vivo, isso também foi um "mais".
Relativamente ao bailado mesmo, direi apenas que gostei mais de outros que já vi. Uma última nota para a voz da Maria Callas que realmente é merecedora de uma homenagem deste ou de qualquer outro tipo. Tenho de ver se investigo mais sobre a vida da senhora e já agora, sobre as suas óperas gravadas...
Nota final: ***

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sábado, novembro 18, 2006

Bailado (!) - Nefés


Pois é, ainda em Madrid cedi à pressão e fui ver um bailado coreografado pela Pina Bausch. Se não sabem quem é a Pina Bausch, também não acho que sou a pessoa mais indicada para explicar. Mas creio que é uma das mais influentes, originais e inovadoras coreógrafas da dança contemporânea.
Lá fui eu com mais uns amigos ver isto ao teatro da Zarzuela no Bairro das Letras em Madrid. Valeu a pena quanto mais não seja pela visita ao edifício.
Bom, não vou perder muito tempo com descrições que provavelmente seriam incorrectas e passo imediatamente à impressão final que obtive do espectáculo. Depois de uma primeira parte em que não percebi nada (o espectáculo chama-se Nefés que quer dizer "respiração" em turco) e em que supostamente viamos uma alegoria à contemporaneidade turca, a única coisa de que me apercebi foi que aquilo começava nuns banhos turcos. Uns belos truques com espuma e depois eles lá dançaram de uma forma moderna...
Veio o intervalo e começa o pior... Pois é. Na segunda parte havia uma mensagem que me parecia clara relativa às diferentes dimensões do relacionamento humano, a difícil conjugação das relações interpessoais e a subjugação da mulher a determinados parâmetros societais que lhe são impostos. Já aqui disse várias vezes que os direitos das mulheres são uma causa que me é cara e ver uma exploração do tema feita de uma forma destas, com qualidade em termos de dança, claro, os bailarinos eram excepcionais, mas de uma forma que à minha sensibilidade me parecia tremendamente (à falta de melhor palavra) "foleira", foi uma tremenda desilusão.
Claro que as minhas espectativas eram muito altas, pois o nome da coreógrafa ressoa instintavamente como paradigma de qualidade e de sofisticação. Mas ao ver uma mensagem transmitada com aquela superficialidade, deu-me vontade de chegar ao pé da autora e dizer-lhe "vê se sais mais, pá!". A ideia que me passou foi de uma certa futilidade.
No geral, valeu a pena, quanto mais não seja porque me permitiu perceber que a dança pode ser um veículo para expressar ideias e para causar reacções (mesmo que negativas) a tipos que não percebem nada do que para ali vai.
Nota final (sim, ouso fazê-lo):**

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segunda-feira, setembro 25, 2006

Bruno

Desde criança, sempre que perguntado sobre o que quereria ser quando fosse grande, nunca Bruno se enganou: ele queria era ser ladrão, um gatuno a sério, temido quadrilheiro. Tanta convicção deixava os pais de Bruno infelicíssimos. Pobres senhores. Tiveram de o tirar do jardim-infantil, dar explicações coxas a professores e pais de colegas. Um calvário. Que se prolongou pela escola primária, colégios internos e colónia balneares. A vocação de Bruno para o gamanço, mesmo se diferida, não era mais bem compreendida pelos seus e acarretou-lhe sovas das antigas e dissabores continuados. Tinha o miúdo catorze anos quando julgou chegado o momento de dar o golpe da sua vida e esvaziar à noitinha a mercearia do bairro. Em má hora o tentou, pois deu de caras com a mãe a ser seduzida pelo dono da loja atrás do balcão. O mundo ganhou mais um cidadão honesto, honesto e triste como os outros.
In Narrativas, Alface.
O destaque é meu. Alface não escreveu a pensar em mim.
Em homenagem ao meu grande amigo Bruno que me veio visitar por cá por Madrid... Eheheh!

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domingo, setembro 17, 2006

Hugo

Quando atingiu os dezoito anos, Hugo pretendeu retirar a letra H do seu nome. Em homenagem a um príncipe romano do século XVIII, homem dado a palácios e à música das palavras.
O nosso Hugo, jovem tão próximo e querido, começou a ficar estranho quando finalmente a lei permitiu essa mudança de identidade. Julgámos que andava a aprender italiano, julgámos que os seus ataques de fúria e neurastenia fossem consequência de noites varridas, mas todo o seu comportamento evidenciava progressivos elementos inquietantes.
Até que um dia foi impossível segurá-lo mais e Ugo (sem H nem adeus) evaporou-se das nossas vidas à procura daquela sua vida perdida.
In Narrativas, Alface.
PS: Na mesma série há um que vou dedicar ao meu amigo Bruno. Ehehehe...

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domingo, agosto 06, 2006

Bailado?


Pois é, um provérbio que me ensinaram que fala de juntas de bois e pelos púbicos vêm-me à cabeça e... fui ver um bailado. No âmbito dos "Veranos de la Villa", um conjunto de actividades culturais da cidade durante o Verão, acabei por ir ao Matadoro de Madrid (agora reconvertido) para ver um bailado chamado "Pink Floyd Ballet". Como o nome indica, é um bailado que acontece ao som de músicas de Pink Floyd. Mesmo não sendo um grande fã de Pink Floyd, achei que poderia ser uma introdução ao bailado assim mais... suave.
Aparentemente este bailado foi executado pela primeira vez em 1972, quando o coreógrafo Roland Petit (porque é que este nome não me é estranho?) contactou e colaborou com a própria banda. O espectáculo que eu vi foi executado pela Tokyo Asami Maki Company, "a companhia de dança clássica mais importante do momento", segundo um jornal espanhol. O espectáculo mistura bailado clássico com contemporâneo e ainda algumas coisas de street dance com uns convidados especiais para esse efeito. Para além disso, a bailarina principal é aparentemente a músa mais recente de Laurent Petit, uma tal de Lúcia Lacarra.
Dois comentários pessoais. Primeiro, houve músicas que me passaram absolutamente ao lado e que só me apetecia era dormir, mas houve também outras onde realmente pude apreciar o trabalho que os artistas desenvolveram. Como foi a primeira vez que vi uma coisa destas, vou-lhe dar outra hipótese. O segundo comentário é relativo ao espaço. É enorme, está ainda com muitos dos seus edifícios desocupados, este espectáculo era ao ar livre, com umas bancadas metálicas pré-fabricadas, mas essencialmente, um belo ambiente para um espectáculo deste tipo.

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quinta-feira, maio 18, 2006

Horror dos Horrores!

Eheheh!
"Oh, horror upon horror"
in Ms. found in a bottle, Edgar Alan Poe

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quinta-feira, março 23, 2006

"Vamos à tourada, com a criada vamos à tourada"

Esta citação de um épico musical de Ena Pá 2000 é para introduzir o tema da tourada! Estive na "Monumental de Las Ventas", não para coisas radicais como ver AC/DC como pelo menos um dos frequentadores deste blog, mas para uma mais corriqueira tourada!
Pois é, lá fui eu, pela primeira vez na minha vida a uma tourada. Em Portugal quando era adolescente tive uma oportunidade e recusei. Infelizmente estava na minha fase militante anti-tauromaquia. Somos tão mais intransigentes em certas coisas quando somos adolescentes... Antes disso (e depois também, embora menos) fartei-me de ver touradas na televisão. "XXVII Corrida TV, com a arte e bravura de Joaquim Bastinhas, a graça e altivez de João Salvador", etc, etc... Coisas desse género. Assim, sem nunca ter sido um adepto fanático da festa taurina, lembro-me bem das imagens que sempre considerei coloridas, fortes e marcantes.
Sabendo então onde era a praça de touros desta cidade, e sabendo dos preços e horários, decidi ir ver uma tourada à espanhola!Eram 6 touros. Rapidamente percebi que há uma ordem das coisas que é respeitada sempre. O touro entra na arena, está lá uns minutinhos a correr de um lado para o outro enquanto os "tipos com as mantas coloridas" (peões?) o fazem cansar um bocado.
Após isso, começa a selvajaria, com os picadores a entrarem na arena. Note-se que nunca vi picadores em Portugal. Estes tipos, a única coisa que fazem (a cavalo, com os cavalos vendados e com uma "armadura") é provocar o touro que investe contra eles e é obviamente picado até mais não com um espeto enorme que permite ao picador magoar o animal a uma distância segura. Não tem nada a ver com uma das coisas mais bonitas da tourada à portuguesa que é o Cavaleiro, que manobra o seu cavalo (que está de olhos bem abertos e tem de enfrentar o touro) de modo a espetar as bandarilhas (que têm menos de um quarto do tamanho dos espetos dos picadores) nas costas do touro. Após a palhaçada dos picadores, vêm os bandarilheiros, tal como em Portugal... Esses, (e aqui começa a minha dúvida de quanta da minha opinião é por considerações artísticas e quanto é nacionalismo q.b...) parece-me que precisam de alguma arte, pois têm de colocar as bandarilhas frente ao touro e precisam de alguma habilidade para evitar levar uma cornada.
No final, vem o matador... que em Espanha, mata. Sinceramente achei um bocado chocante ver os touros a morrer na arena. Até porque quando o matador é mau, o touro sofre bastante mais. Daí que eu consiga compreender uma certa beleza na tauromaquia, que é a arte de dominar o touro, matando-o é certo (imagino que tudo isto seja altamente simbolico), com o máximo de "limpeza" possível. No final, o arrastar do touro morto da arena para fora é um pouco arrogante. Prefiro a versão portuguesa de levar as vacas para dentro da arena de modo a que o touro ferido saia por sua vontade.
Acabei por não ver os seis touros porque entretanto estava a ficar de noite, frio e a começar a chover. Saí quando o quinto matador estava a ser idiota e não conseguia matar o touro. Aparentemente não se pode sair da arena durante a lide de um touro, mas ninguém protestou comigo (provavelmente porque os mais entendidos também já se fartavam de assobiar o idiota do toureiro incompetente que precisou de mais de 4 estocadas para matar o animal). Fiquei com vontade de ir ao Campo Pequeno o mais depressa possível. Alguém sabe quando abre? Já agora, "Barrancos: you suck!"

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terça-feira, fevereiro 28, 2006

L'elisir d'amore

De Donizetti, estrada em 1832 em Milão (a sua terceira exibição fora de Itália foi em Lisboa em 1834).
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Nemorino, um jovem camponês crédulo, está apaixonado por Adina, uma rica proprietária, mas esta prefere o sargento Belcore, um homem com grande confiança nos seus encantos. Dulcamara, um charlatão ambulante que se apresenta como doutor, chega à aldeia oferecendo um elixir fraudulento de fabrico próprio. Ao saber que Nemorino procura uma poção de amor, Dulcamara engana-o com vinho de Bordéus.
Adina aceita a proposta de casamento de Belcore, o que leva Nemorino a comprar mais elixir a Dulcamara. Para pagá-lo, tem de se alistar no regimento de Belcore. Começa então a correr pela aldeira o boato de que Nemorino herdou uma grande fortuna e as raparigas começam a mostrar um grande interesse por ele, despertando assim os ciúmes de Adina. Quando Dulcamara lhe conta que Nemorino se alistou para conseguir o seu amor, Adina tem pena dele, abandona Belcore e acede a casar-se com Nemorino.
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Direcção musical: Maurizio Benini
Adina: Patrizia Ciofi
Nemorino: Antonino Siragusa
Belcore: Marco Vinco
Dulcamara: Ruggero Raimondi
Giannetta: María Rey-Joly
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A ária mais conhecida desta ópera é "Una furtiva lagrima", onde Nemorino se apercebe que Adina sente interesse por ele. No entanto, e atrevo-me a dizê-lo porque estive atento à escala "arrepio na espinha", o grande momento da apresentação que eu vi foi na cena seguinte, onde Adina consegue ter um desempenho que eclipsa por completo este Nemorino. Mas aqui fica "Una furtiva lagrima", de acordo com o libretto. Tudo memorável!
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Una furtiva lagrima
negl'occhi suoi spuntó:
quelle festose giovani
invidiar sembrò:
che più cercando io vo?
Che più cercando io vo?
M'ama, sì m'ama,
lo vedo, lo vedo.
Un solo instanti i palpiti
del suo bel cor sentir!
I miei sospir confondere
per poco a'suoi sospir!
I palpiti, i palpiti sentir!
Confondere i miei
co'suoi sospir.
Cielo, si può morri;
di più non chiedo, non chiedo.
Ah! cielo, si può,
si può morir;
di più non chiedo,
si può morire,
si può morir d'amor.
(regresa Adina)
Eccola.
Oh! qual le accresce beltà
l'amor nascente!
A far l'indifferente si seguiti così,
finchè non viele ella
a spiegarsi.

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quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Quiénes

"Quem", tem plural em espanhol?!

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segunda-feira, dezembro 12, 2005

Domingo cultural

Vão ver a exposição sobre o ano internacional da Física na Gulbenkian. Eu fui. Aproveitem, e lá perto está uma galeria de arte (cujo nome me esqueci, mas a morada é o nº 120 da av. Miguel Bombarda) onde está patente uma exposição de quadros do nosso futuro presidente, Manuel João Vieira (e visitem o seu site de candidatura, http://www.vieira2006.com) intitulada "Cemitério dos Prazeres".

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terça-feira, agosto 02, 2005

ARGH! - Vão ver isto já! E tirem notas!

Bolas! Adorava ver esta coisa! Alguém pode ir por mim e dizer-me como é? Para quem não sabe, adoro história medieval, e um veleiro do século XIII seria um sonho! Se alguém for, podem perguntar quanto tempo demoraria a chegar da Arménia até Portugal no séc. XII de barco? Bolas, que pena não poder ir ver...

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domingo, julho 24, 2005

The importance of being Earnest

Hoje tive um dia bastante British (com letra grande)... Estava eu em casa a tentar trabalhar quando sou bom bardeado com mensagens para o telemóvel a insistir que eu fosse a um parque para ver uma peça de teatro. Como o trabalho até estava a correr bem, para variar um bocado da miséria que foi a semana que passou, não estava muito para aí virado. Mas o Avi assegurou-me que se tratava de uma das peças mais importantes da literatura inglesa. Acedi, até porque não é preciso muito para me convencer a deixar de trabalhar ("é prámanhã, bem podias fazer hoje"... apesar de eu achar que esta canção não se refere a trabalho). Lá fui e encontrei-me com o resto do pessoal à frente de... um supermercado? Sim! A peça é num parque, mas precisamente por causa disso, é conveniente levar comida e... fazer um piquenique?! Ok, parece-me uma excelente ideia! E assim foi, comprámos comida, bebida (e que belas escolhas de comida e bebida eu e os meus amigos fizemos - eu apenas comprei uma coisa, porque todos me asseguraram que havia comida suficiente - e houve - figos secos) e fomos para o parque. Lá, pagámos 5 libras que deram direito à peça de teatro ao ar livre e a um lençol para o piquenique! Eheheh! E lá vimos a peça que apesar de conhecida de nome, nunca tinha visto ou lido. The importance of being Earnest. Muito divertida, com actores convincentes. Os meus amigos que vêem mais teatro que eu dizem-me que a velha tia estava exagerada. Eu diria o mesmo do segundo mordomo (há dois na peça e o papel de ambos foi desempenhado pelo mesmo actor), mas este pelo menos foi divertido no seu exagero, enquanto que a tia velha apenas me apetecia levantar-me a dar um murro à personagem (não à pobre actriz, certamente). Em suma, um belo fm de tarde de verão passada na companhia de amigos, com boa comida e bebida leve e com um espectáculo não muito caro e bem conseguido. Se tiver de dar uma nota à peça, direi que para comédia estava excelente! Mas como detesto comédia em teatro (com esta honrável excepção até à data - se calhar preciso de ir mais vezes), a nota final fica em:**** (incluí o "cenário", ou seja o jardim).

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sexta-feira, maio 06, 2005

A exposicao Turner - Whistler - Monet

Foi muito fixe! Os tres tem percursos muito parecidos pelo que pude aprender na exposicao, que estava APINHADA de gente (mas consegui ver tudo com calma e decentemente - apenas a primeira sala foi mais complicada). Claro que a certa altura fiquei um bocado abismado com a interpretacao que especialistas dao a determinadas coisas. Por exemplo, numa das primeiras salas, estavam varios trabalhos do Turner que, vendo bem, podem ser interpretadas como uma serie de cores espalhadas (se quisermos ser mauzinhos, pelo menos) que nao tem ordem e nao mostram nada... Mais a frente, vemos uma das ultimas obras do homem, que aparentemente a critica nao gosta tanto. Mas pelo menos, define-se claramente um ceu, um mar e barcos no mar. O comentario do quadro indica que e uma obra bem mais abstracta do que aquelas de periodos anteriores... COMO?!?!?!? Se nas primeiras mal se distingue ceu de paisagem e na ultima claramente se vem as diferencas, como e que a ultima e que e a abstracta??? Enfim...
Relativamente ao Whistler, nao conhecia e fiquei surpreendido com os seus (falta-me o termo tecnico e nao tenho comigo o panfleto)... desenhos... (bolas, agora perdi uma chance para brilhar...)
Em todo o caso, toda a obra destes sujeitos alude muito ao Tamisa e concretamente (e nao penso que feito de uma forma apreciativa, apesar de tal ter dado muita discussao ate na altura, particularmente com o Whistler) a poluicao que no final do seculo XIX assolava Londres e o seu rio.
Outra coisa, estes tipo fartavam-se de viajar... E engracado ver as pinturas deles de diversos sitios ao redor da Europa.
Concluindo, valeu a pena ir!
H.

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