Conversa, futebol, cinema, música, viagens, banda desenhada, culinária e as coisas estranhas que acontecem na minha vida.

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

(500) Days of Summer (2009)

Uma comédia romântica simpática com Joseph Gordon-Levitt (que nos habituámos a ver como o mais velho dos extra-terrestres no corpo de uma criança em "3rd Rock from the Sun") e Zooey Deschannel (que nos habituámos a ver em todo o lado ultimamente - ok, eu vi-a em Weeds, The Happening e Yes Man...).
Conta a história de Tom, que conhece Summer e durante 500 dias, a paixão por ela domina a sua vida, com os altos e baixos normais.
Mas Summer sempre lhe disse que não se queria envolver numa relação... ou será que não se queria envolver numa relação com Tom?
Divertida e triste, filmada de forma não linear, mas sempre fazendo sentido, acabou por ser um daqueles filmes de sábado à tarde que valeu a pena ver.
Nota Final: ***

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Inglourious Basterds (2009)

Mais um do Tarantino. O último antes deste (Death Proof) foi uma terrível decepção.
Este... mais ou menos. Conta a história de um bando de judeus que tem como missão matar nazis atrás das linhas do inimigo.
Violência gratuita, um pouco lento demais e um final "em grande", mas que faz com que este filme não seja mais do que uma comédia negra.
Tarantino longe dos seus tempos áureos em que os seus filmes eram homenagens a um tipo de cinema. Agora é uma comédia de si mesmo e cada vez mais um cinema feito para o seu nicho de mercado do qual me afasto cada vez mais.
Boas interpretações e algum cuidado com o desenvolvimento das personagens fazem a Nota Final: ***

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Domingo, Setembro 06, 2009

Aniversário Ucrâniano

(Durante a leitura deste post é essencial imaginar a música d'O Padrinho)
Estive na Ucrânia, em trabalho, na federação de futebol (enquanto não temos sede na Ucrânia, trabalhamos ali).
Quando cheguei, na 4a-feira, toda a gente me disse que estavam todos muito ocupados devido ao 60° aniversário do Presidente (da Federação)... Como estive a tarde toda numa reunião, não tive tempo para nada, ignorei o facto.
Na 5a feira, estava a acompanhar uma formação que estavamos a dar aos nossos colegas polacos e ucrânianos. Ao início da tarde, fomos informados pela directora de Recursos Humanos que os nossos colegas Ucrânianos teriam de se ausentar durante 5 ou 10 minutos para dar os parabéns ao Presidente. "Outra vez?", pensei eu? "Então mas o aniversário não foi ontem?" O certo é que os 5 a 10 minutos se transformaram em cerca de 3/4 de hora...
Na 6a feira é que foi mesmo a sério. Primeiro, numa reunião de alto nível (onde eu só fui parar por acaso), eramos constantemente interrompidos pelos testes de som em altos berros que vinham do centro do edifício. "Testes de som? Para quê?" A reunião acabou e eu fiquei a actualizar uns ficheiros na mesma sala. Passado um bocado, um dos colegas ucranianos veio dizer-me que eu estava convidado para a festa de aniversário do Presidente. "Outra vez?!", pensei eu?? "Mas isso não foi ontem e anteontem?" "Não, não, é hoje". Bom, às duas da tarde lá vem alguém buscar-me e eu vou ao hall de entrada da federação onde já estão umas 50 pessoas, mais ou menos dispostas em círculo. Uma das minhas colegas, ucrâniana, que viveu na Holanda durante uns tempos, fazia-me notar que ia ao mesmo super-mercado que o primeiro-ministro (que vivia ao redor da esquina e não tinha problema nenhum em ir ao super-mercado da esquina). E fazia-me ver a diferença para a formalidade e subserviência que havia para com o Presidente... Reparei no enorme leão dourado com uma bola de futebol que aparentemente era um presente para o Presidente. Eu achei que um presente daquele tamanho era um bocado chato para se ter em casa. No meu caso, até cabia no terraço, mas levar aquilo no elevador ou pelas escadas ia ser um bocado difícil...
Entretanto uma outra colega (uma novinha e bem jeitosa) chega e diz-me que foi "convidada" para a festa de aniversário do Presidente. Na verdade, ela não foi convidada. Ela explica-me que um amigo do Presidente foi convidado e que ela foi "convidada" a ACOMPANHAR o amigo do Presidente. Sou só eu, ou isto soa a muuuuuuuuuito estranho?
Depois temos a chegada do Presidente:
1 - Música ao vivo (mental note: Frank Sinatra é o favorito do Presidente);
2 - Toda a gente foi "convidada" a gritar "Parabéns!" ao Presidente quando ele chegasse. Eu fiz o meu melhor, mas sinceramente, o meu russo (ou seria ucrâniano?) não chega a tanto...
3 - O discurso dele foi um discurso de líder (a colega jeitosa fez um esforço para me ajudar a mim e a outra colega que não percebe russo - ou ucrâniano - para fornecer uma tradução simultânea);
4 - O descerrar do quadro (sim, outro presente) foi o momento alto: obviamente todos esperavamos algo relacionado com futebol... quando de repente, aparece uma cena bíblica, com Moisés e uns outros tipos... A explicação mais tarde...
5 - Um discurso após o outro, toda a gente que é alguém, teve a oportunidade de prestar vassalagem e explicar porque é que a sua vida é melhor porque o Presidente está nas suas vidas...
6 - O discurso do pintor sobre o porquê do tema bíblico. Infelizmente não apanhei o versículo certo, mas percebi que é do livro do Genesis. Segundo a explicação da colega jeitosa, Deus disse a Moisés "leva o teu pessoal daqui para fora". E Moisés disse ao seu pessoal "vamos embora daqui". E o pessoal dele seguiu-o... sem hesitações, porque acreditavam e tinham fé na sua liderança. E é assim que o pessoal da federação segue o Presidente. Sem hesitações e porque têm fé na sua liderança!
Só para concluir, eu vim-me embora pouco depois do discurso dos vassalos do Presidente. Não pude ficar até ao fim... Mas no sábado é que foi a Festa de aniversário. Não, a sério, a FESTA de aniversário (onde a colega jeitosa foi "convidada" a acompanhar o amigo do Presidente?). A festa com cerca de 600 convidados em casa (não no Prédio onde ele vive - sim, o prédio é dele, mas sim na casa), entre os quais um candidato a presidente (do país) nas próximas eleições de Janeiro e presumivelmente alguns colegas do antigo trabalho do Presidente. Ele trabalhou numa organização da antiga União Soviética. Tinha três letras: Um K, um G e um B...
Deve ter sido de arromba. Quando lá voltar em Outubro, tenho de perguntar como correu.
Perante isto, só tenho uma coisa a dizer: "Madaíl, és um menino!!!"

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Uma à moda antiga (parte 2)

Pois... uma semana depois dos acontecimentos relatados há pouco tempo atrás, voltei a estar com o meu amigo que me acompanhou naquela noite. Ele é mais novo, tem 2,03m e tem um historial recente de bebedeiras diárias que faz de mim um menino, mesmo quando eu ia mais frequentemente para os copos. Ou seja, enquanto eu vegetava no sofá, ele seguiu a sua vida normalmente no dia seguinte.
Por isso ele estava consciente e explicou-me mais alguns detalhes da nossa brilhante noite.
Primeiro, a principal nota foi esta: nós não bebemos apenas vodka e cerveja... Houve uma garrafa de schnapps de pêssego que eu ignorei completamente! Daí a minha perplexidade em como é que eu estava tão destruído apenas com 1/3 de garrafa de vodka e algumas cervejas. 1/2 garrafa de Schnapps de pêssego por cima disto explica perfeitamente porque é que eu não me lembro de nada.
Depois aparentemente a luta com o cartão de crédito foi após eu me INDIGNAR com o dono do bar (muito manhoso - segundo o meu amigo, o PIOR BAR onde ele jamais esteve em Lausana) por ele nos cobrar 44 chf (cerca de 30€) pela entrada e por duas cervejas. Aparentemente, eu NEGOCIEI o preço e estava de tal modo com os copos que consegui uma redução.
Mais tarde aparentemente quase estive involvido numa "pequena troca de impressões física" com dois idiotas. Mas consegui resolver a dita troca de impressões ao notar que eles eram portugueses (devo ter reparado que se pareciam com o Ricardo Quaresma - aqui todos os miúdos que se parecem com o Ricardo Quaresma são portugueses, ou vice-versa). Como portugueses, somos todos irmãos neste sítio onde somos tão descriminados...
Depois aparentemente organizar algum "procurement" junto de uns tipos africanos que nunca vi na vida. Devo ter conseguido o contacto da pessoa certa, mas não me lembro como é que se chamava e no meu telefone tenho cerca de 1200 números de telefone (contactos da empresa), pelo que está por lá perdido...
Por último, depois de ter insistido e anunciado veementemente ao meu amigo que não iria de taxi, tenho de concluir que só posso ter apanhado um taxi, na medida em que lhe tinha dito que tinha 19 francos para o taxi e isso era a única coisa que faltava na minha carteira...
Ah, o livro... Ofereci-o ao meu amigo! Disse-lhe que era "o melhor livro de sempre"... Sim, é um bom amigo, mas eu estava com os copos e tendo a exagerar... um bocadinho.
Na medida do possível, acho que o meu piloto automático ainda funciona relativamente bem.

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Les Arbitres (2009)

Este filme é patrocinado... pelos meus patrões.
Em todo o caso, como também vi o filme no auditório da organização, é justo dizer que estão empenhados na sua promoção.
O filme relata as actividades de alguns árbitros durante o Euro 2008 e quais os problemas com que se deparam. Curiosamente, o árbitro que ontem nos roubou um penalty na Dinamarca está entre estes e uma das suas frases no filme, para o Katsouranis no jogo contra a Suécia é: "We are not gods. We also make mistakes."
Depois falam das ameaças (reais) ao Howard Webb (que recentemente perdoou um penalty ao Sporting em Florença) devido ao penalty que assinalou contra a Polónia no último minuto do jogo contra a Austria.
Enfim, um filme onde vemos o outro lado de ser árbitro, as pressões e aspirações dos homens do apito e onde podemos ganhar alguma simpatia sobre o seu trabalho.
Obviamente não apareceu nenhum árbitro português. Porque não acredito que algum seja realmente isento, quando apita o jogo entre um clube grande e um pequeno. Tendem sempre para quem lhes pode dar fruta, café com leite, férias no Brasil ou quem tenha influência nas promoções a arbitro internacional...
Mas o filme foi divertido. Nota Final: ****

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Domingo, Agosto 23, 2009

Uma à moda antiga

Pois é, patroa fora, dia santo na casa. Ou traduzindo, a namorada foi passear, eu fui para os copos com um amigo.
É sempre perigoso quando nos oferecem vodka. Foi o que aconteceu na sexta-feira passada. Os pormenores são vagos. Lembro-me de estar em casa do meu amigo, que o vodka (polaco, mas não Zubrovka) era bom, lembro-me (mal) dele sair de casa comigo, lembro-me (muito parcialmente) de lutar com o meu cartão multibanco dentro de um bar, lembro-me (quase nada) de uma animada conversa com um tipo que nunca tinha visto mais gordo no meio da rua e mais nada.
Acordei no sofá, nú e com os óculos. Brilhante.
Vítimas:
- Um belo sábado em que tinha ideia de ir trocar a carta de condução por uma suiça, limpar a casa, ir a um churrasco pelas seis da tarde. Não troquei, não limpei, não churrasquei. Fiquei a vegetar em frente ao sofá;
- O meu livro. Todo o dinheiro que tinha, os cartões, o telemóvel, estava tudo espalhado pela sala quando acordei. Mas o livro que estava a ler desapareceu. Assim, se alguém sabe como acaba "Barroco Tropical" de um angolano chamado Agualusa, por favor cheguem-se à frente, porque eu decerto não vou comprar o livro outra vez (até porque nem sequer estava a gostar assim tanto).

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Whatever Works (2009)

O novo filme de Woody Allen é muito divertido. Eu sou fã incondicional de Allen e desde há uns anos para cá que raramente falho um filme dele no cinema. Mas tem dias (ou anos, já que ele produz mais ou menos um filme por ano). Este é um ano bom.
Boris Yellnikoff é um físico reformado que quase ganhou o Nobel da Física. Ou seja, é um génio. Mas é um génio hipocondríaco e fatalista. Um dia, completamente contra a sua vontade, acolhe em sua casa uma miúda fugida de casa, de um estado daqueles bem recônditos do EUA (possivelmente o Alabama, ou algo assim). Melodi St. Ann Celestine é o seu nome.
Ao longo do tempo, o génio Boris acaba por se afeiçoar a Melodi e acabam por se casar. Mas entretanto a mãe de Melodi acaba por encontrá-la. E não reage muito bem à relação dos dois.
O filme conta uma sucessão de situações hilariantes, Allen joga muito bem com alguns estereótipos de forma muito leve, mas eficiente e a personagem de Boris, é sem dúvida, uma das minhas personagens preferidas de sempre do cinema!
Um pragmático.
Resumindo, um óptimo filme, como sempre, à volta de relações e da maneira como pessoas mais ou menos normais lidam com outras. Nota final: *****

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Brüno

Chamo a isto a terceira parte de uma trilogia que Sacha Baron Cohen começou com Ali G, extrapolou com Borat e hiperbolizou com este novo filme? Não sei se deva. Mas apenas porque Ali G era de uma natureza diferente. Borat e Brüno são personagens parecidas que exploram os mesmos constrangimentos que todos sentimos quando confrontados com alguém que rompe com o estabelecido.
E é isso que Brüno faz. E de que maneira.
Portanto, Brüno, crítico de moda bastante homossexual, decide que quer tornar-se o austríaco mais famoso desde Adolfo Hitler. Lindo.
Para isso, vai para a América e faz o seu melhor (ou pior). É hora e meia de situações inconcebíveis, de um descaramento quase admirável, de tapar a cara de incredulidade pelo que se passa no grande ecrã.
Eu gostei. Nota final: ****

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Sábado, Julho 25, 2009

A música em Julho

Pois é, em Março mudei de casa e os downloads decresceram devido a ter uma catrefada de coisas para fazer.
Assim, saltamos uns meses e eis as minhas primeiras impressões sobre os albuns que descarreguei recentemente:
Art Brut - Art Brut vs. Satan - Já ouvi isto antes. Se calhar isso quer dizer que já terei ouvido um album deles antes, ou pior, que o estilo de música deles é igual (ou parecido) a tantos outros por aí. Mas achei piada a algumas letras. E não são maus, só não são é originais. Se isso é bom ou mau, depende do gosto. Quer dizer, só aquilo que é diferente e original é que é bom? Não creio. But I digress (como é que isto se diz em português? Bolas, síndrome de emigrante ataca)... Nota final:***
Discovery - LP - Falando em originalidade, eis aqui um bom exemplo. É algo que não é muito comum, segue nos passos de muito poucos antes deles, mas... é chato! Tirando um ou duas músicas que gostei genuinamente, as mais animadas, as outras são uma seca. Não é mau, mas... bom... Nota final: *** (só mesmo pela música ou duas de que gostei mais)
Doves - Kingdom of Rust - Seguindo a recomendação do Radar, saquei este. Deixa-me com um mixed feeling. Algumas canções são suficientemente melancólicas para agradar ao meu lado mais "gótico", outras não são suficientemente animadas para agradar ao meu lado mais festivo. Gosto do género, mas não foi top of the pops. Nota final: ***
Eels - Hombre Lobo - Estes tipos já fizeram alguma coisa antes? Gostei. Energético q.b. Tenho de ouvir com mais atenção o que eles dizem, mas à primeira audição pareceu-me algo que vale a pena repetir. Nota final: ****
Madness - The Liberty Of Norton Folgate - Sim, são os mesmos... E são reconhecíveis. Não conhecendo em pormenor os seus trabalhos anteriores, mas apenas dois ou três dos grandes êxitos, posso dizer que o estilo é o mesmo (ou pelo menos o que eu esperaria que fosse). Acaba por ser um disco consistente, que pega no som com que estão mais à vontade e o renova para este século, funcionando de forma independente do que fizeram antes. Nota final: ****
Um à parte. Pelo meio, vi o novo teledisco de Gossip onde a cantora aparece "sexyzada". Lamento, mas gordura pode ter sido formosura aqui há uns tempos, mas obesidade nunca o foi... (a canção no entanto, é engraçada. Será que é desta que deixam de ser uma one hit wonder?)
Manic Street Preachers - Journal for Plague Lovers - um album consistente de Manic Street Preachers, que começa melhor do que acaba, mas que ainda assim merece ser ouvido novamente. Nota final: ***
New York Dolls - Cause I Sez So - Estes são os lendários punk rockers nova-iorquinos do final dos anos 70, certo? Pois se sim, ainda estão em forma, mas o som deles é um pouco áspero demais para o meu gosto. Nota final: ***
Sonic Youth - The Eternal - Ok, por muito que me esforce, esta é uma daquelas bandas que não consigo gostar na quantidade que acho que merecem. Isto revela que sim, que sou preconceituoso no que diz respeito a música. Mas pelo menos sou sincero quanto a isso. Este é mais um exemplo de um album de Sonic Youth que não me entra na cabeça, que não é agradável de ouvir. Lembro-me de gostar de algumas músicas aqui há uns anos, mas no geral, esta banda é demasiado "estranha" para mim. Nota final: **

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Quinta-feira, Julho 23, 2009

Paleo 2009


Este ano, fui apenas um dia ao festival Paleo, o mais famoso festival de música da cidade onde trabalho, Nyon. O mais famoso porque de facto há mais um ou dois aqui. Até se auto-intitulam "a cidade dos festivais".
Apesar de noutros dias haver Placebo, Moby, Fat Boy Slim, entre muitos outros (o festival dura 6 dias), o dia que mais me agradou tinha no programa duas das minhas bandas favoritas. Mas para além de The Prodigy (já estava na hora de os ver ao vivo) e de Young Gods, ainda pude ver Franz Ferdinand e The Ting Tings. Havia ainda uma banda suiça muito interessante que tive a oportunidade de ver num festival de jazz perto de Lausana chamada Thomas More Project, mas infelizmente era ao mesmo tempo de Franz Ferdinand, pelo que não os pude rever. Se tivessem sido ao mesmo tempo de Young Gods...
Mas... um por um.
Franz Ferdinand teve um concerto morno. Foi crescendo com o tempo, mas como já tive oportunidade de os ver duas vezes antes, posso dizer que foi a vez que estiveram menos em palco. Aquela vez que os vi no Sudoeste em 2004 foi mesmo a melhor. Mas claro, foi muito bom, eles são bons músicos, tenho a impressão que se pudessem ser uma banda famosa (que não eles mesmos) seriam Roxy Music (o que também me agrada) e as músicas do novo album funcionam muito bem ao vivo. Nota especial para a canção com a qual acabaram o show, "Lucid Dreams", onde deixámos de estar num concerto rock e passámos a um show electro. Mas muito bem conseguido.
A seguir foi a vez de Young Gods. "Young Gods play Woodstock". Foi uma coisa toda conceptual e artsy, onde misturado com imagens do referido festival, tocavam alguma coisa parecida com versões de músicas da época e alguns sons mais próximos do seu repertório original. Não me agradou. Talvez seja uma coisa para uma sala fechada e não tanto para um festival. Achei o que vi incompreensível, despropositado... uma porcaria.
Depois seguiram-se The Prodigy. Uma das minhas bandas favoritas de sempre, tiveram um concerto muito bom, onde passaram por todos os seus grandes êxitos ao som dos quais danço desde o século passado. Breathe, Firestarter, Voodoo People, Smack My Bitch Up, Poison, Their Law entre algumas dos dois albuns mais recentes. Talvez o público suiço não seja o ideal para um concerto de Prodigy, mas tirando isso, estiveram muito bem.
Por último, vi The Ting Tings. Uma banda da qual só conheço um album (presumivelmente o único), mas que tem passado muito na rádio daqui. Estavam dois em palco. Um com uma bateria e uma miúda muuuuuuuito sexy por vezes com uma guitarra. Mas... então quem operava os sintetizadores? E aquele baixo? Isso desagradou-me um bocado. Já sei que é engraçado ter só "um casal" em palco, mas não gosto muito de bandas que carregam num botão, vem a música toda e eles podem fazer o que bem entendem. Mas pronto, é uma banda pop que tem canções que funcionam bem ao vivo e que são fáceis de decorar. Vim-me embora quando a cantora se queixava que não sabiam o nome dela e que o trocavam...
Tendo em conta o choque de Montreux (este ano o programa não era muito do meu agrado e por isso não me preocupei e no fim, vendem em SETE MINUTOS uma catrefada de bilhetes para DOIS ESPECTÁCULOS NO MESMO DIA de Prince...), acho que foi o meu único festival do ano, mas valeu a pena. Claro que chegar a casa pelas 3:30 da manhã e trabalhar às 9:00... foi duro.

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Terça-feira, Julho 21, 2009

Odeio o Windows Vista

Ok, odeio é demasiado forte. Mas não é indiferença. É irritação. É desilusão. É um "não gostar" activo. Estarei sozinho?

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Los Abrazos Rotos (2009)

Após uma grande ausência das salas de cinema, entrei pela primeira vez numa sala desde que vim viver para Lausana. A peculiaridade desta sala de cinema é que vendem cerveja. Porreiro. É impressão minha ou NÃO costumam vender cerveja no cinema? Seja.
Portanto Los Abrazos Rotos. É o novo do Almodóvar. Ver um filme do Almodovar, para mim é como ver um filme do David Cronemberg, do Lars Von Trier ou do Woody Allen. Vou sempre com uma idea pre-concebida do que vou encontrar. Algumas vezes engano-me, quando decidem experimentar algo novo, ou quando o filme é genuinamente cinco estrelas. Mas desta vez, não. Fui ver um filme do Almodóvar, e saí da sala (sem beber cerveja), tendo visto um típico filme do Almodóvar. Madrid, Penélope Cruz (sempre bem-vinda), vidas fora do normal. Desta vez, um elogio ao cinema. Faz bem de vez em quando lembrarmos o resto do mundo de que adoramos a nossa profissão. E acho que foi um pouco disso que o Almodóvar nos dá neste filme.
Mateo Blanco (aka Harry Caine) é um realizador de cinema cego. Um dia, vem a saber que Ernesto Martel, um poderoso empresário (soa meio a telenovela, não soa?) morreu. No mesmo dia, Ray X, um realizador em ascensão contacta-o com o intúito de obter a sua colaboração num filme autobiográfico. Harry rapidamente compreende que Ray X é o filho de Ernesto Martel e relembra a sua própria relação com o empresário recém falecido. E a história envolve Lena (a personagem de Penélope Cruz).
Digamos que não é uma história linda.
No fim das contas, um mau Almodóvar é melhor do que a maioria das coisas que vemos numa sala de cinema. E este nem era mau de todo. Apenas não surpreendeu muito.
Nota final: ***

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Quarta-feira, Abril 08, 2009

A música em Março

Ok, já a seguir, os downloads efectuados em Março.
The Prodigy - Invaders Must Day (2009) - Pois é, eu sou um ENORME fã de Prodigy. Mas este album é fraquinho. Tem uma ou outra que nos lembram mais ou menos do bom que eles podem fazer, mas no geral é uma enorme desilusão. Nota final: **
War Child Heroes - Various (2009) - Ok, este é um album de artistas "da moda" que fazem covers de "clássicos". Assim, temos coisas como "Do The Strand" de Roxy Music, versão Scissor Sisters, "Transmission" de Joy Division, versão Hot Chip ou "Call Me" de Blondie pelos Franz Ferdinand. É um album de covers. Mas é bom! Nota final: ****
Ting Tings - We Started Nothing (2008) - Quis ouvir o que é que estas tinham para oferecer... Têm para oferecer pop fácil, mas divertido. Ok, ajuda ouvir as músicas sem parar na rádio. Entretem, sem dúvida. "Shut Up And Let Me Go" e "That's Not My Name" são desde já clássicos da pop, quanto a mim. Nota final: ****
Animal Collective - Merriweather Post Pavillion (2009) - What the *%&£? O que é isto? Uma espécie de extra-terrestre que aparece de vez em quando. Sem dúvida, para ouvir várias vezes até se perceber o que é que estes tipos querem. Original, sem dúvida. Nota final: ****
Mike Doughty - Smofe and Smang (2002) - Ok, quem é este? É o ex-líder de Soul Coughing, uma das minhas bandas preferidas dos anos 90 que se desintegrou (devido às drogas que todos, especialmente este senhor, andavam a tomar). Pois é, depois da desintoxicação da praxe, dedicou-se a uma carreira a solo. Este é um album ao vivo em Minneapolis onde ele ainda toca algumas de Soul Coughing. É tranquilo. Nota final: **
Mike Doughty - Golden Delicious (2008) - Já o seu album mais recente é um bocado mais afastado da sonoridade de Soul Coughing. Tem um som mais tipicamente americano, do tipo "ando por todo o lado a espalhar a minha música". Mas sim, funciona. Aparentemente uma ou duas músicas do bicho ganharam alguma notoriedade ao aparecer nas bandas sonoras de grandes séries televisivas (cough, cough) como Grey's Anatomy e Bones. Nota final: ***
Stereo MC's - Double Bubble (2008) - Pois é, os tempos mudam, mas os Stereo MC's não. Novo album, mesma coisa de antes. E o que me importa? Se eu gostava antes, também gosto agora. Só que agora não é vanguarda: é retro! Nota final: ****
Por curiosidade, a primeira semana de Abril já passou e ainda não saquei nada... Há que mudar isso...

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A música em Fevereiro

Em Fevereiro houve os seguintes downloads ilegais de música:
Lily Allen - It's Not Me, It's You (2009) - "O quê?", perguntarão os fieis leitores deste blog? Para além de ter "estados" ridículos no facebook ainda saca albuns da Lily Allen? Pois é, saco. Porquê? Porque sou bombardeado nos jornais gratuítos daqui da Suiça com notícias sobre a vida privada da senhora a todo o momento e não fazia ideia de quem raio era, o que é que cantava, etc, etc, etc. Pois, olha, saca lá isso. E não é que o album não é mau? Sim, é pop descarado, mas não é (totalmente) feito para adolescentes e confesso que até o acho bem dançável. Para o género, bem porreiro. Nota final: ***
The Killers - Day and Age (2008) - Ok, a pior crítica que tinha ouvido deste album foi "algumas canções parecem os Anjos". Sim, referia-se ao fantástico duo romântico português. Pois, não sendo tão extremo, acho que é um bocado pretencioso e repetitivo e que falha. Mas pelo menos tenta. Nota final: **
Anthony and the Johnsons - The Crying Light (2009) - Falando em pretencioso... eis outro. Este mete-nos a dançar a dada altura, no meio da depressão toda. Sinceramente, até gostei. Nota final: ***
Belle & Sebastian - The BBC Session (2008) - Uma espécie de compilação do que melhor fez esta banda escocesa. Os seus "clássicos" e alguns covers. Eu gosto. Nota final: ****
Miss Platnum - Chefa (2008) - Ok, este foi a pedido da patroa. Hip hop alemão cantado por uma imigrante romena. Como dizer... para hip hop não está mau, mas não é realmente o meu género. Nota final: **
Fiona Apple - Tidal (1996), When the Pawn (1999) e Extraordinary Machine (2005) - Ok, já tinha ouvido algumas coisas desta senhora, mas não me lembro de ouvir um album completo. A pedido da pseudo-conjuge, saquei esta coisa e todos foram bastante agrdáveis. Dou a nota a todos no geral: ****
Morrissey - Ringleader of the Tormentors (2006) - Sim, já sei que vou tarde, mas ainda não tinha ouvido e aproveitei a embalagem de ir sacar o album mais recente para ficar com este. Bom, não é tão bom como o anterior "You Are The Quarry", de 2004 mas anda lá perto, com algumas músicas a entrarem no ouvido, tal como no caso do album precedente. Nota final: ***
Morrissey - Years of Refusal (2009) - Fast forward para 2009. Este é um bocado mais ininteligível do que os dois anteriores albums e algumas músicas soam um bocado ridículas. Não sei, mas fiquei com um gosto de decepção ao ouvi-lo. Nota final: **

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